Acordei de manhã e já me encontrava atrasado para as aulas, sabia bem que não ia chegar a horas se fosse comer. Acabei só por lavar os dentes e sair de casa de forma repentina. Cheguei à escola num espaço de quatro minutos, fiz um enorme esforço para não chegar atrasado. Mas só um pouco, nada por ai além. Caminhei para a sala, e já sentia os meus pulmões a arder, porque não tinha aquecido, aliás era impossível de tê-lo feito.
Bati à porta. Pedi à professora para entrar e ela lá me deixou, apesar de ter estado a reclamar para que eu não chegasse mais tarde. Porque se não teria que fazer uns quantos trabalhos, para compensar esses pequenos atrasos.
Passado uns minutos, conseguia ouvir os meus colegas a falarem sobre um festival de pirotecnia. Onde existia uma rapariga loira, de olhos verdes, com um corpo elegante, em que se podia notar a perfeição das curvas do seu corpo e que tinha uma pequena tatuagem sobre o ombro direito, que dizia “Fire” ou Fogo.
Fiquei intrigado. Foi aí que comecei a pensar no quanto o Fogo me fascinava. Aquela chama que arde sem parar dá-nos a sensação de poder, de controlo sobre algo que não está ao nosso alcance. O quanto eu já olhei para a “chaminha” de uma vela, durante minutos e minutos a fio.
Perguntei ao meu melhor amigo, se ele queria vir comigo e que até podia levar a namorada se quisesse, porque eu não me importava com isso. Só queria mesmo ver o espectáculo de pirotecnia. Combinámos para as vinte e duas horas.
Ao fim do dia, na ida para casa deparei-me com um cartaz, que tinha essa mesma rapariga. Ela estava a deitar fogo da boca, tinha que ser mesmo importante e especial, para ser a figura daquela noite.
Mais uma vez a chama, mas principalmente por poder vê-la pela primeira vez chamou-me atenção. Só vi o seu rosto, algo com que nunca me tinha deparado na vida. Ainda por cima, neste tipo de espectáculos.
Segui para casa e aquele rosto não me saía da cabeça. Era difícil tirá-la de lá por mais que tentasse, ela era como uma chama que se intensificava na minha mente. Cheguei a casa e avisei logo a minha mãe, de que ia sair à noite para ir ver o tal espectáculo. A minha irmã questionou-me se podia ir comigo e que ela levaria uma amiga dela para estarem juntas. Eu concordei, porque não haveria problema nenhum, certamente.
Sem comentários:
Enviar um comentário